Mais
uma vez através das imagens da televisão,
foi possível assistir no último
final de semana a brutalidade do homem para
com o meio-ambiente.
Desta vez foi mostrado o público de uma
praia inteira se revoltando contra um tubarão
e o atacando em seu habitat natural, isso sem
duvida alguma foi um verdadeiro paradoxo, pois
ao menos se esse peixe dentro dos seus instintos
soubesse que tipo de "animal" o atacou,
ou mesmo o porque de tanta violência nesse
ataque.
Com
toda certeza nota-se que houve uma inversão
de identidade nesse caso, onde os seres humanos
principais destruidores da natureza mostraram
mais uma vez que dentro de sua prepotente racionalidade
que os tornam diferentes das outras espécies
são em muitas vazes infinitamente irracionais
no que diz respeito à preservação
dos seres vivos. Haja visto as imagens que foram
transmitidas mostraram um comportamento feroz
e entusiasmado do "bixo-homem" contra
um animal sem defesa e fora de seu viveiro natural,
traduzindo a violência urbana nesses atos,
e mostrando a inconsciência e a falta
de informação da população
sobre a causa e efeito dessas atitudes.
Com
tantos problemas decorrentes da falta de consciência
sobre a questão ambiental os ecossistemas
vêm se desgastando cada dia mais em suas
biodiversidades. Porém ocorrem casos
que se contrapõem a essa infeliz realidade,
onde existem iniciativas que multiplicam esforços
para reverter este triste e agravante quadro,
ou seja, pessoas que tem como compromisso um
mundo ambientalmente melhor para essas e futuras
gerações. Tudo isso é o
que vem traduzindo em ações de
ativismo a O.N.G. ECOSURFI-Entidade Ecológica
dos Surfistas, instituição fundada
no ano 2000 para promover e executar a luta
pela defesa e manutenção dos ecossistemas
costeiros.
Desta
vez a ECOSURFI realizou na cidade de Itanhaém
a 04 etapa do projeto: DESPOLUIÇÃO
DO MANGUE, cujo objetivo é minimizar
o acúmulo de detritos dentro dos manguezais
que compreendem o estuário do Rio Itanhaém,
assim como a conscientização das
famílias ribeirinhas sobre os problemas
gerados pela poluição. O projeto
nessa última ação coletou
mais de 500 quilos de detritos dos manguezais
e margens do rio, foi possível encontrar:
recipientes de vidro, pedaços de placas
de isopor, metal e plástico que é
o um dos principais agente poluidor na natureza.
Cerca de 50 voluntários encararam mais
uma vez essa empreitada pela preservação
desse que é um dos principais berços
da vida marinha na terra. Durante a inclusão
dos voluntários no mangue foram libertados
dezenas de caranguejos que estavam presos em
armadilhas construídas para imobiliza-los
e facilitar a sua captura, uma prática
lesiva ao meio ambiente com pena prevista na
(L.C.A) Lei de Crimes Ambientais de 1998.
Com a conclusão dessa etapa do projeto
a ECOSURFI já retirou aproximadamente
4 toneladas de lixo dos mangues de Itanhaém
desde o inicio da primeira em abril de 2002
e com a participação de mais de
100 voluntários que compactuaram com
a causa preservacionista. Ao fim de tudo pode
se dizer que a questão da poluição
possui grande complexidade e múltiplas
inter-relações, mas é um
dos poucos temas referentes ao meio-ambiente
que pode ser solucionado com a participação
ativa dos cidadãos comuns.