Ecosurfi e comunidade fazem ato em
prol do Centro Histórico de Itanhaém

 
Com a participação de quase 300 pessoas, foram retirados 250kg de lixo do Morro Itaguaçu,
plantadas 35 mudas e realizadas palestras, oficinas, exposições e dinâmicas ambientais
 

Resgatar os valores histórico-culturais, turísticos e ambientais do Centro Histórico de Itanhaém, disseminar a sustentabilidade e sensibilizar a população para a reflexão e a mudança de hábitos. Esses foram os objetivos da Entidade Ecológica dos Surfistas (Ecosurfi) ao organizar com parcerias diversas atividades e dinâmicas que envolveram a comunidade numa ação direta pela preservação do Centro Histórico, um dos principais pontos turísticos da cidade.

O projeto Passando a História a Limpo foi um verdadeiro ato intergeracional em prol do Meio Ambiente, da história do Brasil e do desenvolvimento de Itanhaém. Entre crianças e adultos, grupos de amigos e famílias, o evento promovido pela Ecosurfi reuniu quase 300 pessoas na Praça Narciso de Andrade no sábado, 17 de junho.

Para o secretário de Mobilização da Ecosurfi, Marcus de Souza Ferreira, o projeto foi prova do quanto as pessoas têm vontade de trabalhar voluntariamente e ajudar projetos sociais. "Durante todo o dia você não via uma só pessoa com cara feia por estar lá, trabalhando de graça. Ou mesmo as pessoas que se inscreveram no projeto, para assistir as palestras ou participar da ação de despoluição, do plantio de mudas. Estavam todos lá de boa vontade", disse.

Atividades

O evento começou com o hino nacional, tocado pela fanfarra da EM Teixeira Rosa, seguido por atividades educativas, como ações de despoluição e reflorestamento do Morro Itaguaçu, onde no alto se encontra o Convento Nossa Senhora da Conceição. Logo após as ações, foram realizadas palestras de Meio Ambiente, Turismo e Reciclagem. O mutirão de despoluição retirou quase 250 kg de lixo do entorno do Morro Itaguaçu, dos quais os resíduos recicláveis foram doados para o Projeto Reciclando a Favor da Vida, que trabalha com a temática nas esoclas e creches municipais de Itanhaém.

Além da poluição, o Morro sofre também com o desmatamento. Por isso, crianças plantaram 35 mudas nativas de Mata Atlântica em volta do Morro, entre ipês amarelos, saboneteiras, aroeiras e paus-brasis, doadas pelo Instituto Florestal e pelo Departamento Municipal de Meio Ambiente.
Além dos voluntários, órgãos públicos e outras ONGs engrandeceram o evento expondo seus trabalhos. Durante todas as outras atividades aconteceram exposições de combate à proliferação do mosquito da dengue, apresentada pela Secretaria Municipal de Saúde, e de educação sexual, do Serviço de Infectologia de Itanhaém.

O monitor Rodrigo Zanella deu um grande incentivo aos esportes de aventura, que colocam as pessoas em contato com o ambiente natural. Ele ensinou o público a praticar rapel no Morro Itaguaçu. A Polícia Ambiental também mostrou o seu trabalho à população. Houve ainda mostras sobre educação alimentar, com a estudante de nutrição Nathalia Santhalúcia, exposição de fotos da ONG Centro de Orientação Ambiental Terra Integrada (COATI) e apresentação do Projeto Guapuruvu. O evento teve também oficinas de artesanato com materiais recicláveis e com sementes e uma Feira de Trocas.

O diretor de Ecoturismo da Ecosurfi, André Barbosa, explica que para mudar os paradigmas da sociedade como um todo, algo tão necessário para alcançar a sustentabilidade, é preciso investir naqueles que ainda estão construindo os seus paradigmas. "É possível ver nos olhos das crianças a alegria de plantar as mudas, de estar em contato com a terra, com a natureza. Sabemos que é mais difícil mudar a cabeça dos adultos, por isso as crianças são sempre o foco principal das nossas ações de educação ambiental", declarou.

A Ecosurfi agradece a Casa das Panquecas, Sispumi, Casarão Materiais para Construção, Tramonte e Lujan Empreendimentos, Lojão da Economia, APEOESP, Colégio Evolução Objetivo, Gráfica Itanhaém, Mescalito Designers e o apoio dos Departamentos de Cultura, Educação, Meio Ambiente e Turismo de Itanhaém, sem os quais não seria possível realizar o projeto Passando a História a Limpo.

Depto. Comunicação Ecosurfi