No
dia 10 de novembro, a Ecosurfi finalizou com duas palestras
o projeto de educação ambiental Satélite
Comunidade de Olhos N’Água, desenvolvido
de agosto a novembro pelo Programa Satélite Comunidade,
que atende 240 crianças e adolescentes carentes
de Itanhaém.
No
período que ficariam em casa ou na rua sem nada
a fazer elas freqüentam o Programa, onde têm
aula de capoeira, futebol, vôlei, artesanato, música
e apoio pedagógico. Além disso, antes das
atividades é servido um lanche e após, almoço
para a turma da manhã e janta para a turma da tarde.
“O objetivo é tirar essas crianças
das ruas, não deixá-las expostas aos perigos
do ócio”, explica a coordenadora do Satélite
Comunidade, Célia Regina Pereira Teixeira. Ela
fala ainda que esse é um programa nacional que
já existe há 10 anos e atende cerca de 50
mil crianças em 400 cidades do país.
A
maioria dos jovens acolhidos pelo Programa em Itanhaém
mora em áreas verdes e de manguezal invadidas.
Pensando nisso, a educadora do apoio pedagógico
do Satélite Comunidade e responsável pelo
projeto, Fernanda Cavalheiro Berti, trabalhou a temática
preservação do meio ambiente, com enfoque
mais voltado para os recursos hídricos. “Para
facilitar a assimilação, todos os assuntos
abordados e atividades desenvolvidas culminaram na produção
de textos teatrais, músicas, desenhos, redações
e mensagens”, fala Fernanda.
Porém,
ela admite ter tido um problema no decorrer das atividades:
o pouco tempo para pesquisar sobre a situação
local. Para resolver esse problema Fernanda convidou a
Ecosurfi, que trouxe para perto das crianças tudo
o que elas já haviam visto, contextualizando as
informações passadas a elas no âmbito
municipal.
“É
sempre bom que as crianças ouçam outras
vozes sobre o assunto, principalmente quando a voz é
de uma entidade com bastante conhecimento e experiência
para transmitir”, declara Cavalheiro Berti.
Além
das palestras, a voluntária da entidade Fernanda
Rosa Gonçalves ensinou as crianças a fazer
artesanatos com materiais recicláveis, utilizando
caixinhas de leite e jornal. “Reutilizar resíduos
que antes não passavam de lixo serve para mostrar
que pode haver alternativas para os problemas que mostramos”,
fala a voluntária.
Ao
final do dia, a constatação de que sementes
foram plantadas. Luci Martins, 10 anos, uma menina atendida
pelo Satélite Comunidade, diz o que ela aprendeu
sobre a natureza. Surpreendentemente: “A gente tem
que fechar a torneira quando escovar os dentes, não
pode jogar papel, canudinho fora da lixeira. Se poluir
os animais não vão viver e sem a natureza
a gente não vive. Se a natureza morrer a gente
também morre”.
Depto.
Comunicação Ecosurfi